TERESINA

Prefeitura inicia debate sobre implementação de tecnologia Blockchain no transporte público

292   31/05/2018

Blockchain consiste na organização e disponibilização de dados em uma plataforma digital aberta para a população

Divulgação

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Prefeitura inicia debate sobre implementação de tecnologia Blockchain no transporte público

 

Representantes da Superintendência Municipal de Trânsito (Strans) e da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN) reuniram-se com o prefeito Firmino Filho na manhã desta quarta-feira para discutir detalhes da futura implementação da tecnologia Blockchain em Teresina, que visa dar mais transparência e eficácia para o transporte público da cidade.

O uso do Blockchain consistirá na organização e disponibilização de vários dados relativos ao transporte público em uma plataforma digital aberta para a população e diversos setores da sociedade. Teresina é a primeira cidade no mundo a usar este tipo de tecnologia para melhorar a mobilidade urbana, e o projeto será financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento, que estará visitando Teresina no mês de junho.

A utilização da tecnologia prevê o envolvimento de vários atores do poder público e da sociedade civil, e até a visita da agência os responsáveis pelo projeto estarão apresentando os detalhes da ideia a atores ligados à gestão, operacionalização e utilização do sistema de transporte público de Teresina. “Vamos receber uma comitiva da agência no dia 18 de junho. Então ao longo dessas duas semanas nós temos uma agenda com diversas secretarias e hoje a gente inicia com o prefeito”, explica Flávia Maia, coordenadora interina da Agenda 2030 em Teresina, responsável pelo projeto.

A expectativa é que, além de tornar a gestão do transporte público mais transparente, o uso do Blockchain prevê, a curto e médio prazos, um compartilhamento de responsabilidades e melhoria na mobilidade urbana e, a longo prazo, uma redução na produção de gases do efeito estufa. “O projeto do Blockchain é mais um esforço de transparência da prefeitura, que vai servir para a co-gestão do transporte público. Vamos formar um comitê com representantes da sociedade civil, do poder público e também de empresas. A ideia é colocar as cartas na mesa, abrir os dados para que todos os processos fiquem mais claros e com isso o transporte público tenha uma imagem mais positiva e seja mais eficiente”, explica Flávia.

 

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