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ARTIGO

Mandatários por concurso público

Alberto Nunes   14/09/2014

Do jeito em que nos encontramos estamos perdidos porque qualquer analfabeto metido a intelectual, metido a economista, metido a cientista

 

Não é das piores nossa Constituição, ela é das melhores, mas é necessário aperfeiçoá-la ainda mais, não no sentido de implantar ideologias negativas e ultrapassadas que jamais deram certo em diversos países deste planeta, objeto de estudo da Ciência Política, mas reivindicado pelos ignorantes do estudo de direito da humanidade, principalmente pelos amantes do comunismo que, a pretexto de igualar o povo, pretende a perpetuação do poder em suas mãos tirando do povo o direito ao voto e magníficas e perenes condições de vidas para o grupo governante. Neste sistema falar de eleições é morrer na prisão.

Se construímos um edifício, com o tempo vemos que esse edifício requer melhorias, porque algo não está certo em seu interior, algo que prejudica àqueles que nele vivem, tratamos logo de corrigir esse erro, retirando uma parede, piso, ou o que seja que impede o bem viver.

Assim é uma Nação. Se temos leis que já não resolvem nenhum problema por estarem ultrapassadas ou não surtirem os efeitos desejados, ou que agora "incentivam ao desacerto das regras sociais", devemos corrigi-las. No entanto, não encontramos nenhuma vontade política em rever essas leis, em corrigi-las. Isto tem suscitado cogitações tenebrosas aos que se preocupam com os destinos do País.

Vamos tratar do fundamental. Nosso processo de escolha dos mandatários. Percebemos que qualquer escória, qualquer pessoa sem capacidade de exercer cargos públicos é eleita por um povo que não sabe a que veio, não sabe o que é destino nacional, não tem discernimento para enxergar a verdade dos candidatos, verdade essa que não existe, apenas o interesse, não raro a meta é fazer o pé-de-meia, enriquecer com dinheiro público, dinheiro fácil, uma vez que a legislação penal faculta privilégios aos criminosos desse naipe, candidatos que eleitos, desaparecem deixando aos eleitores apenas com as promessas duma campanha que não existiu, pois essa campanha é feita de músicas esdrúxulas, sem-pé-sem-cabeça e apenas números de candidatos anunciados de partidos totalmente desconhecidos. O Tribunal Superior Eleitoral proíbe que as pessoas conheçam a fundo os candidatos, entretanto expõem na mídia para que o povo vote bem, votando em candidatos que conheçam. Mandam o povo votar nos candidatos que conheçam, e proíbem que o candidato seja conhecido. Não conheço nem meu vizinho conhecerei um candidato? Somos então idiotas?

O processo eleitoral brasileiro é capenga, caduco e imbecil. Não existe condições nem tempo hábil para todos os candidatos manifestar suas ideias, se é que as tem, para se tornarem conhecidos. Não sabemos quem é o prefeito, o vereador, o deputado, o senador e muito menos o presidente da República. O que fizeram na vida, de onde vieram, onde estudaram, quais os empregos que tiveram. De qual família são, se essa família teve problemas na justiça ou não, se são ricos e qual a origem da riqueza, se são pobres, qual a origem dessa pobreza. Se cumpriram pena, em qual presídio. Se são estudados, onde estudaram... O que possuíam quando eleitos e o que possuem quando deixam o mandato. Nada disso sabemos. Mas mandam que votemos em candidatos conhecidos, mesmo que o TSE proíba que conheçamos esses candidatos. Assim estamos num mato sem cachorro e jamais teremos uma Nação séria por culpa de um sistema eleitoral nefasto ao País. Suponhamos que Marina Silva analfabeta aos 16 anos candidata à presidência da República por concurso público, seria aprovada? Será que Lulla, semianalfabeto candidato à presidência da República por concurso público seria aprovado? Certamente, não!!!

Depende do Tribunal Eleitoral, requerer um plebiscito para saber se o povo aceita uma mudança do sistema eleitoral. Uma mudança que seria extraordinária na escolha dos mandatários, seja para vereador, prefeito, deputado, senador e presidente da República. Não haveria eleições o que depreende uma grande economia e a organização limpa, sem problemas porque através de concurso público a cada 4 ou 5 anos para todos os cargos eletivos não haveria circos pelo País. Desde vereador a presidente da República concurso público daria à Nação os melhores. Estaríamos isento de pessoas desnecessárias e prejudiciais ao lidar com a coisa pública. Não haveria palhaços obstacularizando as grandes responsabilidades nacionais. Aos aprovados tomariam posse dos mandatos dados pelo povo.  Vencidos os 4 ou 5 anos de mandato, novas eleições seriam feitas por concurso público e sucessivamente. Por que não experimentar este processo? E depois de exercer o mandato por concurso, retornariam aos antigos empregos sem nenhum ônus.

Do jeito em que nos encontramos estamos perdidos porque qualquer analfabeto metido a intelectual, metido a economista, metido a cientista político, metido a diplomata, e tudo o mais está sendo eleito por um povo semianalfabeto, que vive as expensas de favores dadas por políticos inescrupulosos que nenhum compromisso tem com o País, a não ser a de fazer o pé-de-meia da quadrilha.


Alberto Nunes - jornalista.

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