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OPINIÃO

Um exemplo a ser seguido

Zozimo Tavares   18/01/2012

A contratação de bandas de fora, com dinheiro público, implica também a alienação de valores locais

O pontapé inicial para se saber até quanto uma Prefeitura gasta com a contratação de bandas de forró e de pagode para apresentações em seus eventos está sendo dado no município de Lagoa de São Francisco, próximo a Pedro II. O promotor de Justiça Plínio Fabrício de Carvalho assinou portaria para investigar os eventos comemorativos do município.

Em ano eleitoral, contratar bandas musicais e oferecer diversão, sobretudo aos jovens, é mais rentável, do ponto de vista eleitoral, do que fazer aliança com partidos adversários. Existem muitos CDs de bandas em que o animador manda um abraço para o prefeito, cobrindo-o de elogios nada gratuitos.

A gastança dos municípios com carnavais fora de época e outras festividades é um paradoxo com a choradeira dos prefeitos para pagar, por exemplo, o reajuste anual do piso salarial dos professores ou do salário mínimo. Segundo a Confederação Nacional dos Municípios, um em cada cinco municípios poderá ter dificuldades para fechar suas contas este ano devido aos impactos, sobre as folhas de pagamento do funcionalismo, do reajuste de 14,13% no salário mínimo e do piso nacional dos professores, possivelmente em torno de 22%.

O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, estima que os dois aumentos combinados deverão representar uma conta extra de quase R$ 8 bilhões em ano de eleições municipais, com possível influência no pleito. Os maiores problemas deverão ocorrer no Nordeste, em prefeituras de cidades pequenas, onde a maioria dos servidores ganha o mínimo.

O interessante é que, enquanto os prefeitos reclamam da falta dinheiro para pagar o piso legal dos professores, sobra recurso público para os carnavais fora de época e outros eventos festivos promovidos com frequência para torrar o dinheiro público, encher os bolsos de alguns e enganar o povo, a pretexto de estarem promovendo lazer.

Com raríssimas exceções, os governantes pouco estão se lixando para o fato de se a escola pública presta ou não, se ela funciona ou se fecha, afinal seus filhos não estudam nela.

A contratação de bandas de fora, com dinheiro público, implica também a alienação de valores locais. Examine-se, por oportuno, quanto um município como Lagos de São Francisco investe em cultura. Lá existe uma banda de música para tocar ao menos nos eventos oficiais? O cuidado do promotor de Pedro II é digno de aplauso e precisa contagiar os demais municípios piauienses.

(Colaborou Raimundo Cazé)

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